
Três dias após volta das férias, Ademílson estreou entre os profissionais do São Paulo
Foto: Edson Lopes Jr./Terra
Diante do Guarani e atrás de uma vitória que não veio na noite de quinta-feira, Emerson Leão promoveu a estreia de Ademílson e também deu a primeira boa chance a Rafinha. O espaço concedido a mais dois jovens das categorias de base, recentemente promovidos, reafirma a missão do treinador em aproveitar os garotos. Um processo que pode até crescer nas próximas semanas.
Sem um lateral direito reserva, o São Paulo deve perder o titular Ivan Piris para a seleção paraguaia em convocação prevista para o fim do mês. Hoje, Leão observa Lucas Mendes, de 19 anos, como alternativa para a função. Ele, que estreou Ademílson, se mostra à vontade com a ideia.
"É sempre bom ver os garotos jogar. Eles estão verdes ainda, mas se eu nunca colocar, eles não vão amadurecer. E é isso que pede, e quando pede você tem que liberar para que eles possam correr e tentar ajudar", explicou Leão após o empate por 1 a 1.
Contra o Guarani, o São Paulo teve quatro jogadores com idade olímpica desde o início na equipe titular e terminou o jogo com um trio de ataque todo com pratas da casa: além de Lucas pela esquerda, teve Rafinha na direita e Ademílson na área. O centroavante, nos minutos finais, por pouco não marcou o gol da vitória ao desperdiçar chance clara na entrada da pequena área.
"Potencial eles têm, vamos ver como vão se desenvolver nessa parte decisivo. Em treinos, têm coisas que acontecem que não acontecem no jogo. Treinar com colegas é uma coisa, jogar com 100 mil pessoas, casa cheia, é diferente. Vamos seguir em frente, não estacionar, e por isso temos que testá-los", analisou.
Leão, o grande mentor do Santos de Diego, Robinho e outros jovens campeões brasileiros, preferiu ressaltar a juventude de uma equipe que atuou sem os líderes Rogério Ceni e Luís Fabiano. "Se não temos a experiência dos mais velhos, ganhamos em outra coisa, com a velocidade deles".