2002. O ano prometia. Tínhamos chegado longe no Campeonato Brasileiro de 2001 com uma jovem promessa chamada Kaká e um time sem grandes estrelas, porém arrumado. Talvez se Kaká não tivesse sido tão caçado por Cocito durante o jogo contra o Atlético Paranaense, nossa sorte teria sido outra. Assim os mais atentos Tricolores pensavam na época. Havia no ar um sentimento de que algo iria vingar naquele ano.
Começamos 2002 e já de cara fomos para a final do Torneio Rio-São Paulo. Infelizmente, o SP foi superado pelo Corinthians. Ali, algo já estava estranho. Nossa defesa era lenta, desarrumada e sofria tanto na grama como na bola aérea. Mesmo com nossa desconfiança, nada foi feito. Bola prá frente...
O ano prosseguiu e as falhas na defesa eram gritantes, mesmo quando fomos os primeiros na primeira fase do Brasileiro.
Apesar de Kaká, Luís Fabiano, Ricardinho (à parte se é gente boa ou não, o fato é que era jogador de Seleção), Maldonado, nossa defesa entregava o outro e todos irritantemente, sabiam disso.
O Sr. Osvaldo Oliveira escalava Júlio Santos, Jean, Ameli e outros que nem me lembro mais, enquanto um certo Diego Lugano ficava pacientemente no banco. Só por isso, Osvaldinho tinha de ser banido do futebol. Ainda me lembro quando Lugano estreou com a camisa do SP naquele ano, contra o Atlético Mineiro no Mineirão. Casagrande disse:“não comprometeu”. Para mim, deveria ter tido mais chances. Porém, seu destino estava traçado de forma diferente, como veríamos 3 anos depois.
Porque digo tudo isso?
Porque a história parece se repetir.
Nossa defesa, exceção à Rhodolfo e Cortêz, é hoje nosso calcanhar de Aquiles.
Entendo que do meio pra frente, quando acertarmos, teremos muitas alegrias.
Porém, na mesma proporção, entendo que levaremos muitos sustos e nossos nervos serão mais que testados lá na zaga. Os jogadores contratados não estão no mesmo nível dos demais.
Fico pensando uma zaga com Miranda e Rhodolfo ou Lugano e Rhodolfo. Ficaríamos mais tranquilos e não teríamos aquela velha incerteza quando a bola fosse alçada na área ou quando os atacantes adversários rondassem nosso gol.
Lembram-se de 2002? É esse sentimento sinistro que tenho hoje. E é o mesmo que tinha com Jean e Júlio Santos.
Como diria certo narrador esportivo. “Meu Deus”.