A você SPNauta, meu cordial abraço. Quem tem acompanhado esta coluna percebeu que gosto de trazer assuntos com mais amplitude, que não se baseiam num jogo específico ou em uma atitude isolada de pessoas ligadas ao clube. É um convite para uma reflexão e troca de idéias sobre minúcias deste tema apaixonante que é o futebol do São Paulo Futebol Clube.
Um assunto que tem dividido opiniões ultimamente é a comemoração do gol quando um jogador marca contra a sua ex-equipe, e como gera polêmica, nada melhor do que jogarmos neste fórum para conhecer a importante opinião de vocês, tricolores!
Um dos exemplos que mais repercutiu foi a comemoração do Jogador Danilo no jogo entre São Paulo e Corinthians no Pacaembú, pelo Campeonato Paulista.
Imaginem o jogador como um trabalhador comum, que chega numa nova empresa e leva tempo para se adaptar à nova realidade do dia-a-dia. Porém, o tempo vai passando e ele fica ali, dedicando seu tempo e esforço ao grupo e aos companheiros de trabalho. Muitas vezes fica mais tempo ali do que com a própria família.
Logo aprende a gostar daquela empresa, convive com os problemas diários e se esforça por superá-los, se une ao grupo num objetivo traçado e põe em prática paulatinamente, a cada treino, em busca do resultado.
Portanto parece bem normal a explosão de alegria quando um objetivo é alcançado, quando um importante passo é dado, enfim quando se consegue fazer o gol, o principal motivo da existência do futebol.
É comum no jogador extravasar, inventar na comemoração, colocar para fora tudo que esteve contido durante os momentos de pressão, os dias de treinamento árduo, as críticas e desconfianças. É comum, mas é comum no jogador comum.
Algumas exceções já provaram que conseguem superar toda essa montanha de emoções e demonstrar respeito que este momento pede aos homens especiais. Por que este respeito não se deve apenas ao clube que fez um enorme esforço para contratá-lo, apostou nele e sabe-se o que mais foi obrigado a engolir para mantê-lo no grupo, mas também, se deve à massa de torcedores que o tem como ídolo, que pintou bandeiras e comprou camisas com seu nome, que sente por ele profunda admiração. Claro que tem seus méritos pelo dom, esforço e dedicação, mas ele não seria nada sem o clube e a torcida.
Dois bons exemplos de jogadores com essa superioridade: Adriano e Fred, com carreiras de sucesso no exterior e boas passagens pela seleção, porém respeitadores de suas próprias histórias, do caminho que os trouxe até aqui. Enfim estes, entre poucos outros, neste sentido provaram ser jogadores especiais,
Voltando ao Danilo, de qualquer forma, hoje ele é alguém, é um jogador famoso, sem passagem importante pela seleção, nem carreira representativa nos grandes centros do futebol mundial, mas é um jogador famoso. Famoso e comum, perdeu a chance de entrar para o rol dos jogadores especiais.
Esquenta não Danilo, afinal como dizia o pequeno polegar: “É melhor ser alguém assim do que não ser ninguém, né?
Abraços Soberanos!
Tarc
tarcman@saopaulofc.com.br