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Comemorando o gol
“É melhor ser alguém assim do que não ser ninguém, né?
Publicado por tarc 19/02/2012

A você SPNauta, meu cordial abraço. Quem tem acompanhado esta coluna percebeu que gosto de trazer assuntos com mais amplitude, que não se baseiam num jogo específico ou em uma atitude isolada de pessoas ligadas ao clube. É um convite para uma reflexão e troca de idéias sobre minúcias deste tema apaixonante que é o futebol do São Paulo Futebol Clube.

Um assunto que tem dividido opiniões ultimamente é a comemoração do gol quando um jogador marca contra a sua ex-equipe, e como gera polêmica, nada melhor do que jogarmos neste fórum para conhecer a importante opinião de vocês, tricolores!

Um dos exemplos que mais repercutiu foi a comemoração do Jogador Danilo no jogo entre São Paulo e Corinthians no Pacaembú, pelo Campeonato Paulista.

Imaginem o jogador como um trabalhador comum, que chega numa nova empresa e leva tempo para se adaptar à nova realidade do dia-a-dia. Porém, o tempo vai passando e ele fica ali, dedicando seu tempo e esforço ao grupo e aos companheiros de trabalho. Muitas vezes fica mais tempo ali do que com a própria família.

Logo aprende a gostar daquela empresa, convive com os problemas diários e se esforça por superá-los, se une ao grupo num objetivo traçado e põe em prática paulatinamente, a cada treino, em busca do resultado.

Portanto parece bem normal a explosão de alegria quando um objetivo é alcançado, quando um importante passo é dado, enfim quando se consegue fazer o gol, o principal motivo da existência do futebol.

É comum no jogador extravasar, inventar na comemoração, colocar para fora tudo que esteve contido durante os momentos de pressão, os dias de treinamento árduo, as críticas e desconfianças. É comum, mas é comum no jogador comum.

Algumas exceções já provaram que conseguem superar toda essa montanha de emoções e demonstrar respeito que este momento pede aos homens especiais. Por que este respeito não se deve apenas ao clube que fez um enorme esforço para contratá-lo, apostou nele e sabe-se o que mais foi obrigado a engolir para mantê-lo no grupo, mas também, se deve à massa de torcedores que o tem como ídolo, que pintou bandeiras e comprou camisas com seu nome, que sente por ele profunda admiração. Claro que tem seus méritos pelo dom, esforço e dedicação, mas ele não seria nada sem o clube e a torcida.

Dois bons exemplos de jogadores com essa superioridade: Adriano e Fred, com carreiras de sucesso no exterior e boas passagens pela seleção, porém respeitadores de suas próprias histórias, do caminho que os trouxe até aqui. Enfim estes, entre poucos outros, neste sentido provaram ser jogadores especiais,

Voltando ao Danilo, de qualquer forma, hoje ele é alguém, é um jogador famoso, sem passagem importante pela seleção, nem carreira representativa nos grandes centros do futebol mundial, mas é um jogador famoso. Famoso e comum, perdeu a chance de entrar para o rol dos jogadores especiais.

Esquenta não Danilo, afinal como dizia o pequeno polegar: “É melhor ser alguém assim do que não ser ninguém, né?

Abraços Soberanos!

Tarc

tarcman@saopaulofc.com.br


Tarcisio é formado em história, tem uma imobiliária e ama o tricolor. Pegou esse vício de seu pai, o Velho Bara, que já ia ao Pacaembu, a pé, desde os anos 40, ver o time jogar!



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Comentários
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20/02/2012 14:14:42  -  marcyo
Hoje o futebol é mais 'prostituído' do que nunca, o fim da lei do passe fortaleceu isso. Logo, alguns que tem a cabeça mais no lugar, fazem algo que reme contra a maré. Adriano por exemplo, Fred, Reinaldo (ex Flamengo e ex Sao Paulo tambem)...Mas é assim mesmo amigo: em todos os tempos tem quem enxergue alem de seu tempo, e outros que olham pro retrovisor.
 
Responder
20/02/2012 10:08:08  -  tarc

VICRIBE em 19/02/2012 18:50:32 disse:

Acredito que cada jogador tem a responsabilidade com o clube ao qual esta contratado, afinal são profissionais, e isso passa pela comemorações de gols e vitórias. Não acho certo representar um clube e não demonstrar isso a torcida que o apóia, mesmo sendo torcedor de outro time, mas tem suas exceções. Eu lembro que o Reinaldo que veio do flamengo para o SPFC foi um dos primeiros a fazer isso, mas avisou antes que não comemoraria gols e pediu desculpa a nós tricolores, fez 2 gols no flamengo que tava numa draga e acabou com o flamengo em campo. O danilo foi pro japão e já estava longe do SPFC a mais de 5 anos, não é nem saopalino, porque não comemoraria gol contra o tricolor e ainda jogando no pacaembu onde a galinhada era em maior numero? Atitude totalmente normal.O luiz fabiano não comemora gols na Ponte preta? Pois é, cada um tem sua atitude e postura, e devemos respeita-la.
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Amigo Vicribe, concordo com voce, disse isso no começo da coluna e temos que respeitar postura e atitudes de todos, afinal o Danilo não tem obrigação nenhuma de ser especial se não quiser, pode ser um jogador comum como tantos. Mas que a gente admira quando aparece um especial destes a gente admira muito, não é verdade?

Abraços Soberanos!
 
Responder
20/02/2012 10:05:30  -  tarc

jeeper em 19/02/2012 18:27:16 disse:

Concordo totalmente com sua coluna, muito boa observação, que serve para nós nos lembrarmos quem são nossos verdadeiros ídolos.

Existem jogadores especiais, seres humanos diferenciados, que ainda são capazes de ter respeito por uma bonita história construída em uma instituição. Outros são como prostitutas, fingem o "gozo" com o cliente do momento.

Tricolores verdadeiros como LF, que se recusou a jogar num rival mesmo por mais dinheiro. Como Lugano, que já disse que jamais o faria, e outros que até jogaram em nossos rivais mas jamais perderam o respeito e carinho pelo SPFC.

Lembro bem da vibração de Muller quando o Cruzeiro nos tirou a Copa do Brasil, ou jogando por outros adversários contra nós. Graças a Deus Danilo o Muller não são destaques no álbum de figurinhas. Foram apenas coadjuvantes necessários nas grandes conquistas, onde estiveram verdadeiros e honrosos ídolos como Raí e Zetti, Lugano e Ceni.
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Caro Jeeper

Voce foi muito feliz em seu comentário, bem forte com a comparação a prostitutas, mas a sensação é essa mesmo. A diferença é que os torcedores não enxergam seus jogadores como profissionais e sim como guerreiros. E quando não for mais assim, o futebol vai ser outro esporte qualquer, como muitos por ai!

Abraço Soberano!
 
Responder
19/02/2012 18:50:32  -  VICRIBE
Acredito que cada jogador tem a responsabilidade com o clube ao qual esta contratado, afinal são profissionais, e isso passa pela comemorações de gols e vitórias. Não acho certo representar um clube e não demonstrar isso a torcida que o apóia, mesmo sendo torcedor de outro time, mas tem suas exceções. Eu lembro que o Reinaldo que veio do flamengo para o SPFC foi um dos primeiros a fazer isso, mas avisou antes que não comemoraria gols e pediu desculpa a nós tricolores, fez 2 gols no flamengo que tava numa draga e acabou com o flamengo em campo. O danilo foi pro japão e já estava longe do SPFC a mais de 5 anos, não é nem saopalino, porque não comemoraria gol contra o tricolor e ainda jogando no pacaembu onde a galinhada era em maior numero? Atitude totalmente normal.O luiz fabiano não comemora gols na Ponte preta? Pois é, cada um tem sua atitude e postura, e devemos respeita-la.
 
Responder
19/02/2012 18:27:16  -  jeeper
Concordo totalmente com sua coluna, muito boa observação, que serve para nós nos lembrarmos quem são nossos verdadeiros ídolos.

Existem jogadores especiais, seres humanos diferenciados, que ainda são capazes de ter respeito por uma bonita história construída em uma instituição. Outros são como prostitutas, fingem o "gozo" com o cliente do momento.

Tricolores verdadeiros como LF, que se recusou a jogar num rival mesmo por mais dinheiro. Como Lugano, que já disse que jamais o faria, e outros que até jogaram em nossos rivais mas jamais perderam o respeito e carinho pelo SPFC.

Lembro bem da vibração de Muller quando o Cruzeiro nos tirou a Copa do Brasil, ou jogando por outros adversários contra nós. Graças a Deus Danilo o Muller não são destaques no álbum de figurinhas. Foram apenas coadjuvantes necessários nas grandes conquistas, onde estiveram verdadeiros e honrosos ídolos como Raí e Zetti, Lugano e Ceni.
 

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